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[domingo, 6 de março de 2011] Soneto de revelaçãoMuito antes de ter-vos lido Nos olhos a sentença que enlaça Os mistérios graves de Deusas e argüido às bacantes se anjos frios me trariam graça. E perquirindo as deidades diáfanas Intrínsecas aos vossos modos, auras de cupido De modo que arrastas airosa em minhas aras Mormente extirpas a antiga gloria dos tempos idos Dentre as premissas de amor encarcera Dar-vos os cultos e padecer à vosso pesar Em cujos epílogos postergam a cediça parte Sulfura e canônica, edênica como tal esmera Transmitindo ao rubro a clareza de per si estar Vivificando na luz cega, usurpada toda arte! Manoel Felix Pessoa Neto por LeviandadesPoeticas * 14:05 |