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[sábado, 28 de julho de 2007] É dificil dizer "te amo" nos dias de hoje.. Tenho por diversas vezes experimentado o doce sabor da decepção, cada vez que me firo, e a cada episodio fica mais dificil de me curar, aumenta a certeza que estou correto de minhas linhas de pensamento..Amor, pois que é palavra essêncial.. Essêncial é também a ilusão que ele nos dá. Meus amigos, no mundo frio em que vivemos, a ilusão é tudo que pode nos trazer felicidade.. E vos digo de peito aberto e seguro, que serei desacreditado, não acredito mais em vós, Amor, querido amigo que por dias me iludistes e tornaste me ditoso...Pena que não duras, pois que se teu edênico efeito durasse uma existência seria o céu pleno; o inferno em que hora resido. Por isso prefiro a tantálicidade dos dias de hoje.. Por isso prefiro a tudo, a triste visão dos meus pesadelos.. Sempre tenho donzelas lindas e verdadeiras ao meu lado, mesmo que elas morram ao final de cada noite de voluptuosa decadência mental.. Não quero parecer amargo, mas não me foi muito feliz minha vida de relacionamentos, e mesmo que o fosse sou realista ao ponto de perceber o que se passa pela mente doentia de um ser que se assemelha a mim na essência.. Sei que sou imundo, e que pervertem meus ideais os meus instintos, e que a pureza tão linda e edênica, hora não habita mais em mim.. Ora estou consumido pelo ódio ciclico que criado em minhas existências passadas... Alias minha existência atual ainda não me agrada, minha inconstante luta contra meu destino não vale de muito para a remissão dos meus pecados.. Meus Deus, como isso dói, será que fui eu amaldiçoado a não ter-vos nunca? Meu querido anjo custódio que me odeia, pois que caso cumprices a tua função estarias aqui, posto que negligencias tuas sacras funções pois põe me em caminho obscuro, e no fundo sinto que achas que sou mais feliz assim, mas se sangro a cada passo, e grito por vós a cada respiração.. Como podes crer ainda assim que não seria eu mais engrandecido com teu amor ao meu lado, acreditas no meu tolo discurso agonizante que amo a procura tantálica e absurda por não amar-vos? Ou que desejo vosso desprezo acima de tudo na terra? Me entendes errado querida.. Pus-te acima de todas as criaturas e este tem sido meu pecado, e por isso pago... Mas mesmo sendo infeliz, e por muito o açoite de muitas almas, que julgara eu na epoca, como sei agora o quão ditosas são, e o qão diferentes de mim... Dói me o corpo todo por uma chaga em minha alma.. Por isso ajo com nescessidade de me expor.. Como gostaria de falar-vos sobre amores e felicidades e rosas e sonhos.. Mas meus amores não passaram de desilusões, não sei o que é felicidade. Rosas? Não me fale delas, pois acho muitas razões para nao deter-me diante das mesmas e admirar-lhes as feições.. E meus sonhos são a ultima saida, minha ultima forma de escapar da realidade cruel que me cerca.. Passo horas do meu dia pensando em amores que se diriam ditosos que acontecem, e me vejo como um alquimista que descobriu formulas de suicidio que deleitariam a quem bebesse.. Comeco a ficar sem palavras.. Assim como sei que estás tambem sem muita capacidade de fazer-lhes algum uso. Espero que não te doa tanto a ferida. Ficas em paz, um dia eu voltarei pra perturbar-vos com as ilusoes insanas que se formam em minha mente duentia.. Mas não me culpeis, não é minha culpa quando ninguem mais tenta.. Fico por agora... por LeviandadesPoeticas * 14:30 [quarta-feira, 11 de julho de 2007] Por que a muito provoca-me dizendo que a falta do amor em minha vida deve-se apenas a minha não aceitação das oportunidades existentes? Por que vos iludis com auto-sugestões de quem procura acha? Por que ignoras que possa não haver em teu destino nada alem de sombras e dor, para pagares por teus maus atos? Julgas que mesmo sendo outrora o carrasco do mundo, haverias de ser destinado a um mundo de luz, paz, amor, compreensão? Como eu invejo os passáros por poderem deixar-se estar tão longe de vós e vossa lama de ignorancia...Meu querido amigo me faz poemas que tentam por em minha mente que haverei de ser feliz... "Então procuras outra no mundo há milhões delas cada uma procurando sua metade cego é o homem que se deixa encobrir pelo véu da desilusão. a vantagem é que dependendo do lado que nos olham o todo e a metade mudam de aparência e quem quer encontrar um dia acha!" Ao ler, olho triste pra tão grande demonstração de inocencia e esperança... Ao que logo me vem a mente: "E quem disse que eu quero encontrar um outro alguem, quero quem me rejeita pois na rejeição encontro mais felicidade do que em simples aventuras vãs com serem ignotos, assim sendo... Prefiro o meu grande amor tantálico aos simples agrados de criaturas imbecís como as que me rodeiam, no desprezo de meu belo anjo custódio acho mais felicidade do que poderia encontrar em mil vidas ao lado dos mortais que nos cercam, pois o olhar de asco dela é tão lindo como as sublimes felicidades que poderia haver em meu destino." Pego mais um copo e tento novamente me embriagar pra esquecer... Fico por agora... por LeviandadesPoeticas * 15:56 [terça-feira, 3 de julho de 2007] Eu sei que sois a muito perturbado por teus mais intimos desejos e não sabeis a como resisti-los, e por isto estamos aqui a escrever-vos.A finalidade de expor-me a ti é que não cometas os erros que ora o faço, vivas em comunidade, vivas em comunhão com a natureza, procures o conhecimento das leis universais, não cultiveis interesses meramente mundanos, esse mundo passa e tudo um dia passa, menos a essência de teu espirito que ficará e vossos atos decidiram o vosso futuro carma, procureis a luz, não façais como vosso mero guia das trevas, pus como premissa magnanima, comprometer-me com trevas e impor-me que elas seriam a luz... Ora vejo que não passei de um pobre tolo que a contento de minha podre alma fugia da luz, da vida, procurando as trevas a morte, arrependo-me e prometo minha alma a adoração do conhecimento...Mudanças ocorrem e espero que o mundo mude... O amor me mudou, e mesmo sendo um amor infrutifero mudou-me. O meu ideal me diz que um dia a humanidade será e terá seus relacionamentos interpessoais baseados unicamente no amor, compaixão, ideais que não me são intimos como os queria que fossem. Sou um pobre tolo, mas terei muito tempo de voltar e ver como estaria eu enganado, sei qual será meu castigo no dedilhar de vibrações do universo. Meus queridos amigos, com que peso no coração renuncio a vós, alias, não o farei... Os trarei comigo em minha viajem, e de tempos em tempos, nos veremos, e espero ver-vos ditosos... Ditosos como eu nunca serei, pois meu ideal de amor não me pertence, e por esta perdição, que direitos tenho eu de sagrar-me ditoso? Sofrerei muito, mas se não me for possivel te-la, sofrerei mais ainda, e trocarei meus longos momentos de felicidade que me aguardam, por breves momentos de esquecimento! Até breve meus queridos amigos... Fico por agora... por LeviandadesPoeticas * 12:09 |