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[terça-feira, 19 de junho de 2007] Minha cabeça dói, doi muito... Parece-me um sonho, porém um sonho horrivel; minhas mãos treme, compulsivamente; minhas têmporas latejam; choro, sim; choro como uma crinaça; choro como se houvesse perdido todas as ilusões desta vida, embora; o que realmente me restam delas? Nada. Quem sabe não seja esta uma palavra cabalistica para mim... Amo-as tanto e o tempo e desprezo com que se empenham, fazem um milagre, pois transforma-se amor puro, em ódio negro. Perco as contas de quantas donzelas ei amado, com todo o meu coração e com todo o ele, odiado... Por que tenho que passar tantos dias entregue ao ódio? Por que minhas existências hão de ser tristes; até quando?Por hora, tires o riso do rosto pois eis de penar mais do que eu. Vivo em trevas, e tu onde viverás, te aponto os defeitos; mas nao vos incomodeis com o que eu falo, quando o reptil que rasteja na lama, pode interferir nas ondulações do éter...? Não vos incomodeis com o que penso de ti, não te incomodes com o que meus tolos raciocinios te levam a concluir. Fico por agora... por LeviandadesPoeticas * 06:53 |